quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O mundo também pode votar?

As redes brasileiras de comunicações, não param de noticiar os acontecimentos políticos do centro do império capitalista, principalmente sobre a corrida presidencial. As vezes eu acho que a Globo dá mais enfase à eleição de lá do que de cá, totalmente um descaso com as nossas vontades e aspirações.
Se, realmente, as eleições americanas são tão importantes para o mundo como afiram as midias, porque não o mundo também votar nessas eleições? Pensando nisso na Islandia apareceu um site tornando isso possível! Lá você pode votar e ver quem ganharia por país votante. Aqui está o site, e bom voto: http://www.iftheworldcouldvote.com/

domingo, 26 de outubro de 2008

Homo sustentabilis

24/10/2008 - 02h10
Homo sustentabilis

Por Marina Silva*




Tem-me chamado a atenção o número crescente de convites que recebo para falar sobre desenvolvimento sustentável, em comparação com as demandas para tratar de meio ambiente "stricto sensu".

Pessoas dos mais variados setores, independentemente do grau de informação, demonstram forte intuição de que as respostas para a crise ambiental mais e mais nos remetem à incorporação da sustentabilidade nas formas de produzir e consumir.

Agregam novas preocupações a seu cotidiano, sentem estar diante de uma inescapável mudança de estilo de vida e se percebem imersos na transição de grande envergadura que é o horizonte do século 21.

Uma busca comum de respostas aproxima diferentes nichos de interesse, que questionam e se questionam em dois níveis.

No campo do sentido, em relação à ética dos valores e da política. No campo das alternativas práticas, querem soluções que façam a passagem entre os dois mundos hoje superpostos.

Embora o termo sustentabilidade seja utilizado de maneira ainda difusa, vejo nisso uma qualidade: ele acaba por identificar um espaço de diferença em relação ao sistema dominante e de criação de convergências a partir de um desafio direto: como integrar crescimento material, uso apropriado dos recursos naturais, eqüidade social, valores imateriais e compromisso intergeracional?

O aumento do interesse por sustentabilidade traz um recado:

o de que a crise ambiental é também uma crise civilizatória avassaladora. E a saída não virá pela onipotência do nosso pensamento. Há que se ter visão, processo e estrutura.

Visão de que, para alcançar a outra margem do Rubicão, não há projeto ideal nem seria aceitável a hegemonia de grupo ou de corrente de pensamento. O processo deve ser horizontal e transparente, com quebra radical do modelo de liderança individual salvacionista. E a estrutura será aquela capaz de atrair e integrar a contribuição de todos os setores e perfis.

O que importa é colocar em diálogo, de um lado, aqueles que podemos classificar, como o faz Cristovam Buarque, de Homo sapiens global: mais refinado e, ao mesmo tempo, mais frágil diante de situações extremadas, menos resiliente.

E, do outro, está o que resolvi chamar de Homo sapiens local: mais rústico, mais resiliente, mais adaptável à escassez, menos dependente de tecnologia, com conhecimentos associados aos recursos naturais e domínio do saber narrativo: saber escutar, enxergar, fazer.

Quem sabe, desse encontro de saberes nesse momento de transição, não estejamos forjando o Homo sustentabilis?

* Marina Silva é senadora e ex-ministra do Meio Ambiente

** Publicado originalmente no jornal Folha de SP de 20/10/08.



(Envolverde/Portal do Meio Ambiente)



© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Teoria do Cavalo Vencedor

Roberto Ballico – Cidadão Paranaense
Para o bem ou para o mal, as elites são as formadoras de opinião. Assim sendo, nos questionamos: quem apostaria num “cavalo perdedor”?Se as elites dominam os jogos do capital elas se vêem obrigadas, não só a apostar no “cavalo vencedor”, mas também a manipular dados e até mesmo a apoiar alguém que se acredite capaz de representá-los.Nas classes mais abastadas das elites, os interesses e as necessidades são bem diferenciadas das do povão. Todavia, o homem pobre também sonha em acertar, em melhorar, em ganhar o grande prêmio. Ele aguarda, observa, escuta, questiona, analisa quem teria a chance de vencer.Se um homem pobre fosse um homem de elite, ele não teria essa ingenuidade e procuraria, como as elites, interferir na realidade modificando- a em favor dos seus interesses, é isso, de certa maneira, que a distingue das outras classes, a eternização dos jogos do poder.As elites criaram como instrumento de manipulação, as pesquisas eleitorais, fazendo os homens comuns crerem que a opção indicada pela própria pesquisa é a única possibilidade de vencer. O povão naquele sonho de ganhar o grande prêmio e não se sentir mais uma vez derrotado na vida, tende à “apostar” no “cavalo vencedor”. Soubessem eles que Ulisses, o navegador, que para não bater com seu navio nas rochas, tampou os ouvidos para não ouvir os cantos das sereias, que desviavam a sua atenção e o colocavam em risco.Se os desprivilegiados da sorte tapassem os ouvidos para a sedução das pesquisas e escolhessem aqueles candidatos que julgassem ser melhor para representá-los, sairiam vencedores de verdade pelo voto livre e não de mentira pelo voto induzido. Desse modo, a democracia seria feita e o povo humilde e sofrido poderia ser representado em todas as esferas do poder.Nada contra as elites, que são fruto de uma depuração da sociedade, mas quando elas perdem a sensibilidade e tentam intervir no processo democrático utilizando-se de artimanhas e do seu poder econômico para convencer que seus candidatos são os melhores nos demonstram, não que elas devam ser combatidas, mas sim, que os menos afortunados precisam ser mais bem representados.Nessa troca de poder vislumbraremos, no mínimo, uma luz no fim do túnel e quiçá os direitos e garantias fundamentais, que até o momento não foram cumpridos, possam vir a ser e, talvez, assim haja um pouco mais de justiça nesse país de tantas injustiças

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sobre o ceticismo e nossas possibilidades!‏

Muito me intriga quando uma pessoa se auto-intitula “cética”, e eu não poderia deixar de comentar com você – leitor (a) – sobre os meus devaneios e reflexões, baseados em muita experiência – SENTIDA – ao longo de anos a fio relativamente a meu caminho espiritual e o coletivo.

Você já deve ter ouvido dizer que “não estamos sozinhos no universo”. Ou seja, não existe somente o planeta Terra e isso é notório a se observar um céu de brigadeiro numa linda noite em algum lugar nas montanhas ou no Interior... O que se quer dizer com essa frase é que Grandes Mestres, claro, invisíveis a olho nu (como o ar que respiramos ou nossas células que sabemos existirem e nos sustentarem), operam a todo instante em nossas vidas, procurando nos despertar para uma Realidade muito maior do que esta – a que vivemos, mas que nos deixa muito aquém de nossas imensas – infinitas – possibilidades.

Fiquei intrigado (e pensando, angustiado, diga-se) durante vários dias quando li o que uma amiga me escreveu: que simplesmente “não acredita em nada no além”, algo assim. Bem no século 21, depois de tantas descobertas desde o advento do Espiritismo de Allan Kardec; das manifestações e tradições espirituais milenares ensinadas pelo Oriente e apreendidas aqui no Ocidente; do milenar xamanismo e, de quebra, dos rituais com a Ayuasca e outras plantas de poder que, no transe induzido, simplesmente revelam além do véu da ilusão; do avanço das ciências ocultas e da física quântica e do próprio esoterismo; da quase fusão – tão necessária, urgente - da ciência e da religião que ainda podemos presenciar. Causa-me espanto ver pessoas que se dizem “céticas” num momento tão sublime e repleto de graça e Luz divinas das quais podemos nos beneficiar e nos enlevar, muito graciosamente; a despeito das trevas das guerras, violência e perdição humana geral pelo outro lado infeliz da moeda humana.

O próprio despertar vegano/vegetariano, em defesa irrestrita dos animais como nossos irmãos e não como nossos escravos, e o movimento ambientalista mundial, fazem parte dessa luz, mesmo que muitos ativistas ainda não se apercebam disso, das forças transformadoras físicas e metafísicas para as quais o mundo inteiro está sendo despertado, quer queira ou não, pelo amor ou pela dor.

Fiquei pensando que para o cético tudo é um “acaso”, e “coincidências” virão no meio desse mero acaso... Puxa, se não há nada no além, aquele assassino miserável, ou o ladrão e o estuprador, que, “por sorte” (assim deve ser para os céticos também) escapam das garras da justiça humana e conseguem fugir “para o México” ou “para o Paraguai”, se “deram bem” aqui no mundo já que “escaparam” do pagamento dessas dívidas tão terríveis... Será?! Claro que não é assim... Se não, o mundo estaria sujeito ao bel prazer, ao sabor dos ventos, à revelia de todos... Há uma Ordem do Universo, verdadeira mestria regendo tudo e todos! (ufa, ainda bem!)

Caro (a) leitor (a), o universo é muito vasto e sua Origem então nem temos como falar, especular. O certo é que uma força descomunal me faz escrever essa mensagem a você agora e a mesma força – se quiser chamar de Deus, ou não, fique à vontade – está fazendo você lê-la. A mesma força que criou o Céu e a Terra, as estrelas, o Sol e a Lua. A mesma força que fez milhares e milhares de espécies de animais e seres dentro e fora de nosso mundo. A mesma força que te fez e me fez, e fez as flores, os oceanos, as montanhas e as árvores que ocupam essas elevações divinas.

A vida é divina. Não é SÓ terrena. Passageira, ILUSÓRIA. Saiba disso, ou melhor, LEMBRE-SE disso (porque esquecemos de muitas verdades dentro e fora de nós ao longo de dezenas de milênios pelo nosso turvamento espiritual, individual e coletivo...). Portanto, estar com os “pés-no-chão” – como se auto-afirmam os céticos – é muito relativo. Estar enraizado, acho o termo melhor, é compreender as energias que emanam da Terra e do Céu. Somos o cruzamento perfeito dessas energias, do alto e de baixo, Yang (Céu) e Yin (Terra).

Infelizmente, a histórica e malfadada inquisição, que destruiu ideais pagãos e milhões de pessoas em fogueiras arbitrárias e macabras, especificamente mulheres na Idade Média, trouxe para a Terra (em especial na Europa que se tornou atéia em sua maioria em função disso) um excesso de ceticismo que chega a dar medo. O cético, num momento de desilusão não pensará duas vezes antes de cometer um suicídio. E quantos milhões de incautos já deram cabo da própria vida por não suportarem as dores neste aquém, que dirá no além! Já pensou nisso?! Aquela pessoa mais avisada e/ou estudada sobre o “pós-vida” tomará muito cuidado e temerá o outro lado, o além, em cuja possibilidade os céticos dizem “não acreditar”.

Claro, claro, sei que cada um tem sua opinião e livre-arbítrio, e respeito a todos como seres humanos que podem – e devem – fazer escolhas, inclusive a de se auto-intitularem (e estar, não SER) “céticos”. O que me admira é que vocês, ditos “céticos”, ateus, sei lá, não tenham curiosidade pelo místico, pela energia cósmica – muito plausível – e palpável – de ser sentida maravilhosamente, diga-se, em rituais espirituais, em orações, em uniões coletivas pacíficas e amorosas – e ficam nesse individualismo “pé-no-chão” que simplesmente não leva a nada, mas a um vazio profundo. Não confiar no além-vida é na minha modesta opinião um vácuo na alma de quem está nessa vibração limitante e, pior, discordante.

Bem, há muito que se dizer sobre tanta coisa quando se trata de espiritualidade e nosso destino aqui no mundo e na eternidade. Que bom que as possibilidades se abrem em profusão como aqueles fractais, que da ponta de um se observa mais milhares e assim por diante. NADA É POR ACASO, NADA É COINCIDÊNCIA. SORTE OU AZAR DEPENDE DO HISTÓRICO DE CADA INDIVÍDUO E NÃO DO ACASO...

Namastê! Meu muito obrigado pelo espaço e por sua atenção mais que especial. Desejo a todos os leitores bons dias mais confiantes no além, DOCE LAR DO ALÉM... De onde – mesmo inconscientemente – sentimos muitas saudades... A nossa Linda Origem para a qual temos que nos preparar e fazer por merecer!

Deus, ou o Tao, é tão imensamente poderoso e imensurável que até nos deu o livre-arbítrio, para acreditar “nEle” ou não... (é pouco?! Claro que não!)

Sendo céticos ou crentes, isso não mudará a existência de Deus, nem tampouco interferirá na Grande Lei que a tudo determina...

Por Jair Marcos Vieira, jornalista e músico paulistano
São Paulo, 4 de junho de 2006.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Carta de Marina ao presidente Lula

(uol - Últimas notícias)- 13/5/2008 - 20h14, de Brasília

Leia a carta de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregue nesta terça (13) ao presidente Lula por intermédio do chefe de gabinete, Gilberto Carvalho:

"Caro Presidente Lula,

Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, Sr, Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal.

Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área.

Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global.

Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à Desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe; com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e implementação dos programas que executamos.

Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica.

Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela região em si, e revela potencial de gerar alternativas de reposta inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento.

Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável como a opção inexorável de todas as nações.

Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental.

Tenho o sentimento de estar fechando um ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política ambiental.

Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção do desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, termos feito algo de relevante para o Brasil.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Marina Silva"

Quatro “erres” contra o consumismo

Por Leonardo Boff*

A fome é uma constante em todas as sociedades históricas. Hoje, entretanto, ela assume dimensões vergonhosas e simplesmente cruéis. Revela uma humanidade que perdeu a compaixão e a piedade. Erradicar a fome é um imperativo humanístico, ético, social e ambiental. Uma pré-condição mais imediata e possível de ser posta logo em prática é um novo padrão de consumo.

A sociedade dominante é notoriamente consumista. Dá centralidade ao consumo privado, sem auto-limite, como objetivo da própria sociedade e da vida das pessoas. Consome não apenas o necessário, o que é justificável, mas o supérfluo, o que questionavel. Esse consumismo só é possível porque as políticas econômicas que produzem os bens supérfluos são continuamente alimentadas, apoiadas e justificadas. Grande parte da produção se destina a gerar o que, na realidade, não precisamos para viver decentemente.

Como se trata do supérfluo, recorrem-se a mecanismos de propaganda, de marketing e de persuasão para induzir as pessoas a consumir e a fazê-las crer que o supérfluo é necessário e fonte secreta da felicidade.

O fundamental para este tipo de marketing é criar hábitos nos consumidores a tal ponto que se crie neles uma cultura consumista e a necessidade imperiosa de consumir. Mais e mais se suscitam necessidades artificiais e em função delas se monta a engrenagem da produção e da distribuição. As necessidades são ilimitadas, por estarem ancoradas no desejo que, por natureza, é ilimitado. Em razão disso, a produção tende a ser também ilimitada. Surge então uma sociedade, já denunciada por Marx, marcada por fetiches, albarrotada de bens supérfluos, pontilhada de shoppings, verdadeiros santuários do consumo, com altares cheios de ídolos milagreiros, mas ídolos, e, no termo, uma sociedade insatisfeita e vazia porque nada a sacia. Por isso, o consumo é crescente e nervoso, sem sabermos até quando a Terra finita aguentará essa exploração infinita de seus recursos.

Não causa espanto o fato de o Presidente Bush conclamar a população para consumir mais e mais e assim salvar a economia em crise, lógico, à custa da sustentabilidade do planeta e de seus ecossistemas. Contra isso, cabe recordar as palavras de Robert Kennedy, em 18 de março de 1968: ”Não encontraremos um ideal para a nação nem uma satisfação pessoal na mera acumulação e no mero consumo de bens materiais. O PIB não contempla a beleza de nossa poesia, nem a solidez dos valores familiares, não mede nossa argúcia, nem a nossa coragem, nem a nossa compaixão, nem a nossa devoção à pátria. Mede tudo menos aquilo que torna a vida verdadeiramente digna de ser vivida”. Três meses depois foi assassinado.

Para enfrentar o consumismo urge sermos conscientemente anti-cultura vigente. Há que se incorporar na vida cotidiana os quatro “erres” principais: reduzir os objetos de consumo, reutilizar os que já temos usado, reciclar os produtos dando-lhes outro fim e finalmente rejeitar o que é oferecido pelo marketing com fúria ou sutilmente para ser consumido.

Sem este espírito de rebeldia consequente contra todo tipo de manipulação do desejo e com a vontade de seguir outros caminhos ditados pela moderação, pela justa medida e pelo consumo responsável e solidário, corremos o risco de cairmos nas insídias do consumismo, aumentando o número de famintos e empobrecendo o planeta já devastado.
(Envolverde/O autor)

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apocalipse em 2012

Estudiosos do calendário maia acreditam que o mundo vai acabar em quatro anos; Terremotos no Brasil e degelo polar seriam sinais dos tempos

por Adriana Küchler, da Revista da Folha, em 20/4/2008

Daqui a quatro anos, o Sol vai se aproximar tanto da Terra, ou suas explosões serão tão fortes, que os satélites derreterão. Sem telecomunicações, serviços bancários ou segurança militar, o mundo caminhará para o caos. Para os maias, uma grande mudança aconteceria em 2012. Para seus seguidores, que fazem do calendário da antiga civilização uma bíblia, aquele não será apenas o ano da Olimpíada de Londres ou aquele em que expira o Protocolo de Kyoto. Será o ano do fim do mundo. Pelo menos, assim como o conhecemos.

O apocalipse tem data marcada: 21 de dezembro de 2012. É o que indicam os estudos de pesquisadores como o americano John Major Jenkins, autor de "Maya Cosmogenesis 2012" e de um programa em três CDs chamado "Unlocking the Secrets of 2012" ("Desvendando os Segredos de 2012"), ambos inéditos no Brasil. O dia do fim desta era, segundo os estudos de Jenkins, coincide com um raro alinhamento galáctico que acontece a cada 26 mil anos. "O antigo calendário identifica a razão de tanto caos e mudança no mundo hoje. Nenhuma outra ciência, religião ou filosofia teve sucesso nessa tarefa", diz Jenkins.

A onda 2012 vem crescendo: nos EUA, é tema constante de programas de TV e de rádio. Na livraria virtual Amazon, há centenas de obras relacionadas com o tema, de diferentes teorias sobre a profecia a guias de sobrevivência ao ano cabalístico. Por aqui, há grupos de discussão reais e virtuais, cursos e livros sobre o tema e até work-shop em festa trance.

A funcionária pública Denise Franco Gehring, 50, entrou no clima e está treinando seus dons telepáticos e a capacidade de "fazer coisas sem energia elétrica até 2012". Já vislumbra algum progresso. "Outro dia, meu celular ligou sozinho para o meu namorado. As coisas vivem aparecendo na minha frente na hora em que preciso delas", diz. Ela faz parte do grupo de estudos do calendário da paz -uma variação do maia- da Casa de Cultura de Santo Amaro.

Denise influenciou o filho Pedro, 22, estudante de engenharia. Há dois anos, ele começou a se dedicar a conhecer a cultura maia. "A situação do planeta está piorando. Vai acontecer um cataclismo", afirma. "Diante disso, o calendário se mostra algo profundo. Muitos o seguem, mesmo sem o compreender."

Para o escritor americano Lawrence E. Joseph, que preside o conselho de uma empresa de física de plasma, foi a coincidência entre a física solar contemporânea e a antiga astronomia maia, ambas apontando para 2012 como um ano de potencial devastador, que o levou a escrever o livro "Apocalipse 2012: as Provas Científicas sobre o Fim da Nossa Civilização". "O único ponto de consenso entre astrônomos e físicos é que o próximo clímax solar virá em 2012."

Hecatombe anunciada
Sem confiar nas profecias que via pipocar na internet, Lawrence esteve na Guatemala com dois xamãs que confirmaram seu temor: "2012 seria o nascimento de uma nova e gloriosa era, mas, como qualquer outro nascimento, seria acompanhado de sangue e dor". Para ajudar a evitar ou a reparar os estragos dessa crônica de uma hecatombe anunciada, Lawrence recomenda que as pessoas rezem e meditem e que os governos se preparem para situações de emergência.

Baseada em informações históricas, científicas, mitológicas ou catastróficas, a "2012mania" passa inevitavelmente por outro assunto da moda: o aquecimento global. "Acontecimentos recentes, como tsunamis ou o terremoto no Brasil, que nunca tinha acontecido, têm a ver com esse ciclo", afirma o jornalista e crítico de arte Alberto Beuttenmüller, 72. Primeiro a dar tratamento literário ao assunto no Brasil, com o livro "2012 - A Profecia Maia", Alberto estuda os maias há 37 anos. "À medida que 2012 se aproximar, esses acontecimentos vão ficar mais agressivos."

Para Margarida Fonseca, também integrante do grupo de estudos da Casa de Cultura de Santo Amaro, o planeta ficou doente porque não está seguindo o seu tempo natural. Os seguidores do calendário da paz defendem que todo mundo deveria adotar um sistema de 13 meses (ou luas) de 28 dias. Eles dizem que não é só o planeta que fica doente por não seguir o calendário. "Quem o segue se livra de distúrbios e doenças", afirma Margarida.

Com tantas interpretações, o calendário maia se distancia das origens. "Os maias perceberam fenômenos como solstícios e equinócios e previam eclipses. Tinham um sistema sofisticado de calendário, com maior precisão e menor perda de tempo", explica a pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP Marcia Arcuri, 36.

Os maias fizeram ainda ajustes semelhantes ao nosso ano bissexto, embora o calendário gregoriano (que usamos) só tenha sido instituído 80 anos após o descobrimento da América.

Fim de um ciclo
Mais do que um calendário, os maias possuíam um sistema de folhinhas, o Tzolkin, de 260 dias, e o Haab, de 360 dias mais cinco."Os maias já tiveram três ou quatro mundos ou idades anteriores", diz Eduardo dos Santos, 37, especialista em América Pré-Hispânica no departamento de história da USP. "O ciclo atual começou em 3113 a.C. e termina 5.125 anos depois, em 2012."

Das previsões de Nostradamus ao bug do milênio, passando por profecias, a humanidade se mostra criativa para prever o fim do mundo. Tem errado sempre. Para Jenkins, o problema é nossa forma de pensar. "O apocalipse cataclísmico é um conceito distorcido, derivado da teologia judaico-cristã e do conceito de tempo linear da ciência ocidental."

A pesquisadora Marcia explica que a nossa idéia de cataclismo não faz sentido para os maias. "Para eles, o fim nada mais é do que o começo de um novo ciclo." Segundo ela, recentes descobertas sobre os maias deram espaço para a mercantilização do tema.

Para o professor Eduardo, o calendário maia não tem vigência fora daquela cultura. "A crença no calendário fala muito mais das nossas angústias, insatisfações com o mundo e carências exótico-religiosas do que com o estudo do pensamento maia."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Outro Pensamento

O tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã é um mistério, o hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente. (Adalberto Godoy)

Frase do Dia

A verdade no fundo é que você sempre sabe a coisa certa a fazer. A parte difícil é fazê-la.
(Norman Schwarzkopf)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

APROVEITE A VIDA


Em uma palestra um renomado economista mostra aos presentes como com um pouco de dedicação qualquer pessoa pode economizar, deu o exemplo simples da pizza. Tendo em vista a aceitação desse produto por quase toda a maioria dos ouvintes, em um processo muito simples, explicou que se uma pessoa come 4 pizzas por mês, supondo que cada pizza custe R$ 10,00, se deixar de comer a iguaria economizará em 1 mês R$ 40,00, sendo assim em um ano economizaria R$ 480,00, em 10 anos R$ 4.800,00 e em 20 anos R$ 9.600,00, mas para a surpresa dos ouvintes concluiu que, quase 10 mil reais teriam sido economizados no decorrer de todos esses anos, mas que em contrapartida teriam se desprovido da deliciosa pizza e o prazer de seu sabor, neste momento deixando a plateia refletir, ensinou uma bela lição, de que não adianta se privar das coisas boas da vida para alcançar metas muito difíceis, e sim viver de maneira prazerosa pode trazer mais benefícios àqueles que de alguma maneira desejam levar uma vida melhor.

segunda-feira, 24 de março de 2008

DIA 22/03 FOI O DIA MUNDIAL DA ÁGUA! ARTIGO 208 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL/SP É DESRESPEITADO PELO PODER PÚBLICO!!!

CONSTITUIÇÃO DO

ESTADO DE SÃO PAULO

PREÂMBULO

O Povo Paulista, invocando a proteção de Deus, e inspirado nos princípios constitucionais da República e no ideal de a todos assegurar justiça e bem-estar, decreta a promulga, por seus representantes, a

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO


CAPÍTULO IV

Do Meio Ambiente, dos Recursos Naturais e do Saneamento

SEÇÃO I

Do Meio Ambiente

ARTIGO 208 - Fica vedado o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais, sem o devido tratamento, em qualquer corpo de água.


Não há motivos para festas neste 22 de março, Dia Mundial da Água. Apesar de toda a demagogia em torno do assunto, o mundo continua sem políticas globais para a racionalização do uso da água e as iniciativas existentes nesse sentido são pontuais e, em geral, temporárias. A cada 20 segundos morre uma criança vítima de más condições de saneamento que afetam cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas). Como se isso não bastasse, a nossa água sofre com a terrível contaminação irresponsável. Os principais fatores de deteriorização dos rios, mares, lagos e oceanos são: poluição e contaminação por produtos químicos e esgotos. O homem tem causado, desde a Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII), todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle. Pesquisas realizadas pela Comissão Mundial de Água e de outros órgãos ambientais internacionais afirmam que essas pessoas vivem sem o mínimo necessário de condições sanitárias. Cerca de um milhão não tem acesso à água potável. Em razão desses graves problemas, espalham-se diversas epidemias de doenças como diarréia, leptospirose, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os hospitais e postos de saúde em muitos países. Os vilões da contaminação das águas são o esgoto urbano caseiro e industrial. Além da falta de tratamento adequado, esse tipo de dejeto também contribui para o assoreamento dos rios, lagos e lagoas, que passam a ser depósitos do material contaminado. Outro importante fator de poluição de mananciais são os lixões a céu aberto. Estamos em alerta para o agravante da falta de controle ambiental na geração, tratamento e destino final do material contaminado. Desde 1989, ano da promulgação da Constituição do Estado de São Paulo, percebemos que o artigo 208 trata desta grave situação ambiental e nada foi feito a respeito do assunto. Precisamos implantar com urgência os comitês de bacias e criar uma política ambiental permanente. Temos que cobrar o cumprimento e a regulamentação desta lei para que o maior Estado do País possa dar exemplo ao mundo na questão ambiental. Atenção AMBIENTALISTAS!!!! Vamos lutar pelo cumprimento e regulamentação do artigo 208 da Constituição Estadual em nome do meio ambiente, da preservação dos nossos recursos naturais e do saneamento adequado. Uma obrigação do poder público e de todos!

A pessoa consciente deve economizar a água e preservar o meio ambiente, caso contrário teremos perigosas conseqüências num futuro pouco distante.

domingo, 23 de março de 2008

FELIZ PÁSCOA!!!!


O que é?

A Páscoa é a mais importante festa da cristandade. Comemora-se a ressurreição de Jesus Cristo. A partir dela, todas as outras datas do calendário são estabelecidas. Os cristãos passaram a festejá-la no primeiro domingo depois da primeira lua cheia do outono (no hemisfério sul). Dois dias antes do domingo de Páscoa é a Santa. Quarenta dias antes é a Quarta-Feira de Cinzas e, portanto, 43 dias antes, o Carnaval.


Que nesta Páscoa, você receba muitas bênçãos dos céus e encontre junto ao ninho do

coelhinho, além dos ovinhos embrulhadinhos, muita paz, muitas flores, muitas alegrias e

muitas energias renovadas.

Que esta passagem traga realmente renascimento, amor, esperança e libertação!

Você é uma pessoa muito especial!

"Disse Jesus: Eu vim para que tenham vida e vida completa!" (João 10:10b)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

RÉPLICA DE UM CORINTHIANO

Primeiramente gostaria de parabenizar meu grande amigo Osmar Thibes, pelo espaço de discussão e entretenimento, de seu Blog, e desejar muita sorte em seus novos projetos, pois nesses anos de amizade aprendi a valorizar a pessoa que você é e o significado da palavra amizade.
Queria mandar um grande abraço para nossos amigos colaboradores deste Blog, alguns que não vejo a algum tempo, Dr. Marcio Nastri, excelente advogado, e Corinthiano Roxo, no mais amplo significado da palavra, e também ao grande jornalista Jair Marcos, que nos deixou uma linda mensagem, que de fato leva à reflexão, mas não posso concordar quando ele diz que o Corinthians não é Eterno, O Corinthians é e sempre será ETERNO, e isso só vão me entender aqueles que verdadeiramente sabem viver bem e aproveitar as coisas boas da vida com sabedoria e equilibrio, sem violência, e fazer dessa paixão um canal para o deleite nas horas vagas, sempre valorizando a familia, os amigos e Deus porque sem ele nada disso seria possível.
O grito da torcida diz: Corinthians eu nunca vou te abandonar porque eu te amo!!! e se vocês se recordam o AMOR É ETERNO.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Resíduo eletrônico: redução, reutilização, reciclagem e recuperação

Projeções da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) apontam um crescimento de 18% na produção de telefones celulares em 2008, devendo atingir 78 milhões de unidades. Em 2007, foram produzidos 66 milhões de aparelhos. A popularização dos eletroeletrônicos e a rápida obsolescência dos modelos, cria o mito da necessidade de substituição, que se torna quase obrigatória para os aficionados em tecnologia e para algumas profissões específicas. No entanto, o descarte desenfreado desses produtos tem gerado problemas ambientais sérios, pelo volume, por esses produtos conterem materiais que demoram muito tempo para se decompor – a como o plástico, metal e vidro – e, principalmente, pelos metais pesados que os compõem, altamente prejudiciais à saúde humana. Além disso, faltam regras claras e locais apropriados para a deposição desses equipamentos que, em desuso, vão constituir o chamado lixo eletrônico ou e-lixo.

Faz parte desse grupo todo material gerado a partir de aparelhos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos e seus componentes, inclusive pilhas, baterias e produtos magnetizados. Mercúrio, chumbo, cádmio, manganês e níquel são alguns dos metais pesados presentes nesses aparelhos. Na soldagem de computadores, por exemplo, usa-se chumbo; no visor do celular, mercúrio. Nas pilhas, usa-se índio (In) – metal parecido com o zinco – e manganês, depois que foram abolidos o cádmio e o mercúrio, que são mais tóxicos. Esses elementos abolidos no Brasil ainda são encontrados em pilhas que entram no país pelo mercado negro. Quando as pilhas e os equipamentos eletroeletrônicos são descartados de forma incorreta, no lixo comum, que segue para aterros sanitários, essas substâncias tóxicas são liberadas e penetram no solo, contaminando lençóis freáticos e, aos poucos, animais e seres humanos, podendo provocar efeitos como os mostrados na relação abaixo*.

Substância: Mercúrio
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Problemas de estômago, distúrbios renais e neurológicos, alterações genéticas e no metabolismo

Substância: Cádmio
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Agente cancerígeno, afeta o sistema nervoso, provoca dores reumáticas, distúrbios metabólicos e problemas pulmonares

Substância: Zinco
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Provoca vômitos, diarréias e problemas pulmonares

Substância: Manganês
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Anemia, dores abdominais, vômito, seborréia, impotência, tremor nas mãos e perturbações emocionais

Substância: Cloreto de Amônia
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Acumula-se no organismo e provoca asfixia

Substância: Chumbo
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Irritabilidade, tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação, insônia e hiperatividade

E o volume desse lixo no mundo já é assustador. No final do ano passado, a estimativa do grupo ambientalista Greenpeace já era de cerca de 50 milhões de toneladas. No Brasil, não se tem estimativas, mas o país segue a tendência mundial com o tempo médio de substituição de telefones celulares e computadores, bastante próximo dos países desenvolvidos: 3 anos para aparelhos celulares e 3 a 5 anos para uso comercial de computadores, segundo informações da Abinee. Os computadores substituídos nesse período são os usados em atividades fins das empresas; após esse tempo, são substituídos por novos e passam a ser usados por mais uns dois anos em outras atividades, como controle de estoque ou recepção, sendo posteriormente doados para instituições de caridade ou para projetos educacionais, na maioria das vezes.

A equação é difícil de resolver, uma vez que a tecnologia veio para ficar, os eletroeletrônicos e eletrodomésticos são sinônimo de melhoria da qualidade de vida das pessoas, que economizam trabalho manual, deslocamento, tempo na realização de suas atividades; e para funcionar, todo aparelho eletroeletrônico tem em sua constituição algum metal pesado, usado para conduzir a corrente elétrica, como explica a professora de química Maria Lúcia Pereira da Silva, do Laboratório de Sistemas Integráveis, da Escola Politécnica da USP. O problema é que os metais pesados são persistentes mesmo em quantidades muito pequenas, e contaminam áreas muito extensas. Um antigo computador 286, por exemplo, com 1600 pontos soldados, que correspondem a 4 gramas de solda de chumbo, pode levar à contaminação por arraste, uma área de 600 metros cúbicos de solo, que exigirá posteriormente a remediação, além de exposição desnecessária de trabalhadores e consumidores.

A tecnologia ainda não avançou o suficiente para que essas substâncias sejam dispensáveis nos aparelhos. O que propõem cientistas, ambientalistas e legisladores, de diferentes formas, é que se procure reduzir, reciclar, reutilizar e recuperar energia. Silva lembra que a maior parte dos metais mais importantes já foi extraída da natureza. Além disso, nos eletroeletrônicos, esses metais se encontram em uma concentração muito maior do que estavam na natureza e em um estado de purificação até mais rigoroso que na indústria farmacêutica em alguns casos. Essas razões mais do que justificam que eles sejam reciclados dos equipamentos em desuso para serem aproveitados nos novos. Esta é, segundo a professora da USP, a forma de fechar o ciclo de um setor de eletroeletrônico, reutilizando recursos naturais não renováveis e que têm um custo muito alto, afinal, trata-se de ouro, prata, cobre, ferro, alumínio, que não podem ser desperdiçados por questões ambientais e também econômicas.

O fator econômico pode ser o que impulsiona as empresas a adotarem medidas mais ambientalmente corretas nesse sentido, tanto na economia de recursos para confeccionar seus produtos quanto na competição para conquistar o consumidor mais consciente e exigente. E cada vez mais, o apelo da consciência ambiental tem servido para isso. O Greenpeace, desde agosto de 2006, divulga a cada quatro meses o Guia de Eletrônicos Verdes, indicando os fabricantes que demonstram maior preocupação com a sustentabilidade do sistema, que têm programas de recolhimento de aparelhos descartados (celulares ou pelo menos as baterias, por exemplo), que usem menos substâncias tóxicas na produção, que substituam materiais por outros menos poluentes ou tóxicos. A última edição do guia foi divulgada em novembro, e passou a incluir empresas que fabricam consoles de jogos eletrônicos e TVs.

Segundo notícia divulgada no site da ONG, “muitas empresas já conseguiram melhorar bastante seus produtos e programas de reciclagem desde o início da elaboração do guia, mas nenhuma delas ainda conseguiu oferecer uma linha inteira de produtos livres das piores substâncias químicas tóxicas ou um programa de reciclagem simples, gratuito e global para assegurar que aparelhos que não mais funcionam não sejam jogados em lixões de países em desenvolvimento como China ou Índia, como é feito atualmente. E o lixo eletrônico vem se acumulando numa velocidade impressionante nos dias de hoje”.

Outra razão que leva os fabricantes de eletroeletrônicos a encararem a política de redução, reutilização, reciclagem e recuperação energética são as legislações impostas por alguns países ou blocos de países. Em 2005, foram publicadas duas diretivas importantes na União Européia. A primeira determina que: 1) todos os fabricantes que vendam equipamento elétrico e eletrônico nos e para os países da UE coloquem etiquetas no equipamento para informar os clientes de que este deve ser reciclado e 2) certifiquem-se de que os respectivos produtos são devidamente eliminados ou reciclados após o ciclo de vida. A segunda exige que os fabricantes eliminem ou minimizem a utilização de chumbo, mercúrio, cromo hexavalente, cádmio, éteres de bifenilo polibromado e difelino em equipamento elétrico e eletrônico vendido na UE após 1 de julho de 2006. No Brasil, as leis ainda não são tão rigorosas, mas como lembra o diretor da área de meio ambiente da Abinee, Jaime Cynamon, a maioria dos fabricantes de eletroeletrônicos no Brasil é multinacional e segue as normas das matrizes que, por sua vez, seguem essas diretrizes internacionais. Quanto aos fabricantes menores ou apenas fornecedores da cadeia produtiva, para participarem do mercado, também são obrigados a seguir essas normas internacionais, pois, caso não atendam esses requisitos, não conseguem fornecer seus produtos.

Mas Cynamon lembra que o Brasil está muito descuidado com a legislação sobre essas questões. A Política Nacional de Resíduos Sólidos está tramitando desde 1991 na Câmara. Seguiu para apreciação em setembro passado, tendo recebido adendos, com atenção especial para o lixo eletrônico.

No momento, a única lei que trata de recolhimento de material eletrônico no Brasil é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 1999, que atribui aos fabricantes ou importadores de pilhas e baterias a responsabilidade pelo gerenciamento desses produtos tecnológicos que necessitam de disposição final específica, em função do perigo e dos níveis de metais tóxicos que eles apresentam e que podem causar danos ao meio ambiente e à saúde pública. Mesmo assim, o índice de recolhimento ainda está longe do satisfatório, mesmo com a ampliação de postos em bancos e supermercados. E esse recolhimento é importante porque as pilhas e baterias são recicladas e reaproveitadas.

Sustentabilidade

A idéia da sustentabilidade é partilhada por Júlio Carlos Afonso, professor do Departamento de Química Analítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que diz que 94% dos componentes dos computadores podem ser reciclados, podendo ser recuperados por desmonte e segregação dos componentes principais. Os 6% não recicláveis, segundo ele, correspondem a componentes que contêm uma grande junção de materiais de natureza química e física bastante diversa (metais, polímeros, soldas, resinas), como no caso dos circuitos impressos, que dificultam o reaproveitamento.

Afonso lembra que a existência de cerca de 30 elementos da tabela periódica num computador leva as empresas a investirem em tecnologias que visem projetar máquinas (e mesmo outros produtos eletroeletrônicos) que consumam cada vez menos elementos tóxicos e que sejam mais fáceis de serem desmontadas para a reciclagem, tal como ocorre hoje com a televisão e com o automóvel. “Há projetos em andamento em várias partes do mundo, tanto em nível acadêmico como aplicado. O maior desafio é tratar os 6% dos materiais hoje reconhecidamente não recicláveis por não existirem rotas economicamente viáveis de processamento de um material resultante de uma mistura tão complexa de elementos”, diz ele.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um estudo recentemente mostrando o impacto ambiental destrutivo dos componentes dos computadores. As pressões de organismos internacionais como a ONU vêm desafiando os países a elaborarem políticas de reciclagem de computadores antigos e o prolongamento de sua vida útil. “A fabricação de um computador exige pelo menos dez vezes mais a sua massa em combustível fóssil e produtos químicos. Um simples chip eletrônico, menor que a unha de um dedo mínimo, exige 72g de substâncias químicas e 32 litros de água para ser produzido”, revela o pesquisador da UFRJ. Ele compara o eletroeletrônico com o carro e a geladeira que, em sua fabricação, precisam de apenas o dobro de sua massa em recursos naturais.

A necessidade de obedecer a rigorosas especificações de tratamento, transporte e manuseio do lixo eletrônico estimula pesquisas nesse sentido nos países desenvolvidos, segundo o professor da UFRJ. “No Brasil e em outros países emergentes, isso já não ocorre, como podemos constatar ao passar por lixões e aterros em todo o país. Estamos ainda engatinhando para despertar na sociedade brasileira uma plena consciência do desafio do lixo eletrônico ou e-lixo. O Conama parece não ter uma legislação nem um grupo de trabalho que se ocupe do lixo eletrônico”, diz ele .

Passo a passo

O primeiro passo do caminho para um sistema sustentável, conforme ensina o professor da UFRJ, seria coletar seletivamente o lixo eletrônico do restante do lixo, encaminhando-o a cooperativas ou empresas que se dediquem ao desmonte do material coletado para separação dos diversos componentes – plástico, metais, contatos elétricos etc. Eles devem ser reconhecidos e separados, etapa que exige algum treinamento. Depois de segregadas as correntes, cada uma delas segue uma destinação diferente, conforme sua natureza (recicladora de plásticos, de metais etc, incluindo-se aqui a destinação da fração não reciclável a locais apropriados). Porém, ele ressalta que os entraves para seguir esse caminho são inúmeros: falta de legislação pertinente, baixa conscientização da população, falta de incentivos a atividades de reciclagem nesse segmento (ao contrário do que ocorre com a reciclagem das latas de alumínio, plásticos, papéis, etc), logística de coleta complexa e cara, pesquisas fundamentais e aplicadas ainda incipientes, e falta de visão de muitos governos e sociedades frente ao problema do lixo eletrônico, uma verdadeira bomba ambiental para “explodir” num futuro incerto, explica, com certo desânimo frente à situação.

Mas o professor Júlio Carlos Afonso acredita que a pesquisa científica e tecnológica pode ajudar a encontrar soluções que permitam reciclar ou, pelo menos, tratar o lixo eletrônico de modo a reduzir seus impactos ambientais. “É possível desenvolver novos materiais que substituam metais pesados tóxicos hoje formulados na fabricação de diversos componentes do e-lixo, tornando ao mesmo tempo esse lixo menos tóxico e mais facilmente reciclável”. Porém, ele acredita também que nada disso pode fazer frente ao desejo compulsivo dos consumidores de terem sempre a última palavra em matéria de aparelhos eletroeletrônicos de última geração. “É a perfeita cristalização de uma sociedade movida pelo consumo de forma insustentável. Por isso, a educação e a consciência da população para um consumo mais responsável precisam acompanhar esse processo de desenvolvimento de processos e de produtos. Mas creio ser um desafio tão forte quanto o do desenvolvimento tecnológico de soluções para o e-lixo”, finaliza o professor da UFRJ.

* Fonte: Antônio Guaritá e Denise Imbroisi, da UnB.

(Envolverde/ComCiência)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Notícias do Superior Tribunal de Justiça

STJ
Lavadora, secadora de roupas e aparelho de ar-condicionado são impenhoráveis

Lavadora, secadora de roupas e aparelhos de ar-condicionado não podem ser objetos de penhora. Com essa conclusão, a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu ganho de causa a uma devedora que teve penhorados bens móveis que guarnecem sua residência. Ela recorreu ao STJ após ter seu pedido de reparação de danos negado no primeiro e no segundo grau do Poder Judiciário. A sentença negou o pedido entendendo que a penhora de máquinas de lavar, passar roupas e ar-condicionado não viola a dignidade familiar. Em segunda instância, a sentença foi mantida. Para o Tribunal “dentre os bens que guarnecem a residência da devedora, são penhoráveis apenas aqueles que não retiram a dignidade da moradia, como lavadora, secadora de roupas e aparelhos de ar-condicionado”. A defesa alegou haver violações dos artigos 1º e 2º da Lei n. 8.009/90 (que dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família), pois foram penhorados bens móveis de sua residência. Ao analisar a questão, a ministra Nancy Andrighi destacou que, no que diz respeito à penhorabilidade dos bens que guarnecem a residência, vale destacar que o STJ, já há algum tempo, firmou o entendimento de serem impenhoráveis os bens móveis do imóvel do devedor, aí incluídos aqueles que não podem ser inseridos na categoria de adornos suntuosos. A relatora enumerou vários precedentes no mesmo sentido da conclusão de que “são impenhoráveis todos os móveis guarnecedores de um imóvel de família, recaindo a proteção do parágrafo único do artigo 1º da Lei 8.009/90 não só sobre aqueles indispensáveis à habitabilidade de uma residência, mas também sobre os usualmente mantidos em um lar comum”. REsp 658841

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

TV TEM 5 ANOS - ELEVAÇÃO DO NÍVEL CULTURAL, EDUCACIONAL E POLÍTICO

A experiência da TV TEM ao longo dos seus 5 anos de existência, mostra a importância de um canal voltado para o compromisso com a cidadania e produção local com enfoque regional, buscando sempre novas parcerias e apoios tanto na iniciativa privada quanto na pública, para dar suporte à manutenção de seus equipamentos, à realização de programas e melhores condições de trabalho.

Defende a diferenciação no tratamento da informação como forma de mostrar ao telespectador uma abordagem mais completa da notícia, seja ela nos telejornais ou nos programas por ela veiculados. Seus objetivos se sustentam na não massificação da mensagem como forma de também se diferenciar das TVs concorrentes.

Analisando o Brasil, especificamente, percebe-se que a população nunca esteve alheia aos acontecimentos do mundo – mesmo com seus quase 30 milhões de analfabetos.

Sempre houve uma mobilização que fazia com que o Brasil estivesse atualizado com as transformações mundiais. Hoje, a tecnologia supera os limites de espaço e tempo, de modo a propiciar que pessoas de diferentes idades, classes sociais e regiões tenham acesso à informação e possam vivenciar diversas maneiras de representar o conhecimento. É o nosso caso.

A lenta, porém constante participação dos brasileiros na educação ocorre em um período em que os meios de comunicação também se desenvolvem. Junto com todas as mudanças na tecnologia, está a opinião do povo, que, muitas vezes, acusa a ineficiência dos meios de comunicação para elevar o nível cultural e educacional das massas. Falta ao povo entender que a finalidade da TV deve ser a troca de conhecimentos, fazendo com que o povo não perca o foco nas coisas que estão sendo desenvolvidas no mundo.

Um País não pode deixar a educação parar de crescer. Mas isso não é uma tarefa fácil. Só com empenho e união de todos, as novas tecnologias conseguirão trabalhar para elevar o nível cultural, educacional e político das pessoas.

Isso já vem se concretizando com a instalação da TV TEM em Itapetininga. Posso assegurar e garantir que vivemos um novo tempo, o antes e o depois da TV. Obviamente, os poderes públicos precisam de adequação face a esta nova realidade do século XXI. Até agora não vi isso acontecer, é preciso evoluir! A TV TEM foi um avanço, ao contrário do que pensam alguns “pobres de espírito” com mentes docentes “mirabolantes” que ainda vivem nos tempos da “brilhantina”. A TV TEM reconheceu a importância da nossa cidade e da região.

Parabéns TV TEM pelos seus 5 anos! Itapetininga e a região sudoeste paulista agradecem!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

GUERRA FISCAL É BALELA! É DESVIO DE FOCO NO CASO KOPENHAGEN EM ITAPETININGA

Prezados leitores, observem o que é uma prefeitura competente que ofereceu o terreno e isenção de impostos para gerar EMPREGOS. Em 1999 o Grupo Arcor instalou-se em Bragança Paulista, ESTADO DE SÃO PAULO, investindo US$ 40 milhões para a instalação de sua fábrica neste município. Veja a matéria:

"O Grupo Arcor chegou ao Brasil em 1981 com a aquisição da Nechar Alimentos Ltda. A partir dessa data a fábrica expandiu-se consideravelmente devido aos substanciais investimentos em maquinário, equipamentos, reformas e construções de novos prédios. A Arcor hoje é a principal exportadora de guloseimas do país, e é líder em vários segmentos das categorias de guloseimas, chocolates e biscoitos.

Na original fábrica de Guloseimas de Rio das Pedras, SP, a Arcor produz hoje cerca de 300 toneladas por dia de balas, pirulitos e gomas de mascar. Entre eles os chicles Big Big e Poosh; e as balas Arcor, Butter Toffees, Kids e 7 Belo, além de outras marcas reconhecidas como tradicionais pelos consumidores nacionais.

Na sua fábrica de Bragança Paulista, inaugurada em 1999, a Arcor investiu US$ 40 milhões. Hoje são produzidas 70 toneladas por dia de produtos, entre eles: Bombons Samba, linha infantil Tortuguita, Chocosnack, Twist, Confeitos Rocklets, Tabletes Arcor e Ovos de Páscoa.

Nos últimos dois anos, a empresa investiu no país mais de US$ 40 milhões destinados à construção de nova fabrica em Recife (PE), que será inaugurada em maio de 2007, na ampliação da capacidade de suas linhas atuais, em novas tecnologias de produção, normas e programas de qualidade, pesquisa e desenvolvimento de produtos, inovação, marketing e recursos humanos.

Além de suprir o mercado interno, as marcas e produtos fabricados no Brasil são bem conhecidos no exterior permitindo que as exportações tenham destinos bem diferentes, para países como África do Sul, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Japão, China, Oriente Médio, Paraguai e Uruguai, somando mais de 120 países.

Em abril de 2004, o Grupo Arcor anunciou a joint venture com o Grupo Danone no ramo de biscoitos na Argentina, Brasil e Chile. Essa aliança deu origem à maior empresa de biscoitos da América do Sul. A nova sociedade estabeleceu a participação de 51% para o Grupo Arcor, o qual, desde janeiro de 2005, é responsável pelo gerenciamento e administração das atividades.

No Brasil, a joint venture representou para Arcor a entrada no negócio de biscoitos, o que significou um grande desafio e compromisso ao se converter em uma das maiores empresas brasileiras da categoria. Isto também trouxe à incorporação a gestão de mais duas fábricas e dobrou o número de funcionários da empresa, que hoje são cerca de 4 mil funcionários".

Fonte: http://www.arcor.com.br/imprensa_sobre.php

CADÊ A GUERRA FISCAL ENTRE OS ESTADOS NESTE CASO????????????????????????
PARABÉNS A CIDADE DE BRAGANÇA PAULISTA... ALIÁS, A FÁBRICA ORIGINAL DE GULOSEIMAS FICA EM OUTRO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, EM RIO DAS PEDRAS!

Entrevista com Niemeyer: "Bush é um merda!"

Sobre os cem anos, Oscar Niemeyer concedeu em seu apartamento, em Copacabana, no Posto 6, uma entrevista a Paulo Henrique Amorim, exibida na Record News e, em parte, no Domingo Espetacular.
Niemeyer falou de Luiz Carlos Prestes, o líder comunista, de quem foi amigo pessoal e a quem protegeu para re-fundar o Partido Comunista. Quando Paulo Henrique Amorim perguntou o que ele faria se Che Guevara entrasse pelo apartamento adentro e lhe chamasse para participar de uma revolução comunista, Niemeyer respondeu que não tinha mais idade para isso, mas que ajudaria Guevara no que fosse possível, porque o considera um grande homem.
Niemeyer elogiou também o Presidente Lula: porque é um líder operário, que trabalha para ajudar o povo. Niemeyer acha que, apesar de tudo, o Brasil está no caminho certo, a economia cresce, a situação do povo melhora e a renda se distribui. Niemeyer elogiou a posição de Lula e de Chávez porque contribuem para afirmar o papel da América Latina diante dos Estados Unidos.
Niemeyer também diz que uma vez, em Moscou, os arquitetos soviéticos lhe perguntaram o que achava da arquitetura soviética. Ele disse que tinha muitas afinidades com eles, mas que a arquitetura não era boa, porque as colunas eram muito próximas umas das outras, não havia espaços.
Niemeyer também contou que, uma vez, o Partido Comunista Francês recomendou que ele não fosse prestigiar uma conferência do Sartre. Um dirigente do PCF disse que o Picasso era muito indisciplinado e não acatava o Partido. Niemeyer conta que não foi à conferência, mas mandou uma carta a Sartre para dizer que concordava com suas idéias.
Niemeyer diz que casou com a secretária Vera, aos 99 anos, porque é sempre importante estar ao lado da mulher que se ama. Ele concluiu a entrevista ao dizer que chegava de falar de arquitetura, porque o importante mesmo é mulher.
A entrevista se travou na biblioteca de Niemeyer e diante da cadeira dele há uma fotografia de um amigo francês e três mulheres nuas, numa praia no Sul da França. Duas de barriga para cima e uma de barriga para baixo. Quando Paulo Henrique lhe perguntou sobre a foto, Niemeyer falou: "é uma beleza".
Leia mais aqui.

72% ACHAM QUE EMPREGO É PRIORIDADE

A enquete do mês de dezembro de 2007 perguntou: Na sua opinião, qual é a maior prioridade?

A maioria esmagadora apontou o Emprego, seguido de Segurança, Saúde, Educação e Cultura.

Bom, não é novidade para ninguém o resultado, só está faltando mais iniciativa e vontade política por parte dos governantes para atrair novas empresas e investimentos que proporcionariam geração de renda nos municípios, principalmente no sudoeste paulista. Em Itapetininga não sei exatamente o que está acontecendo: Perdemos a fábrica de chocolate Kopenhagen, vemos problemas seríssimos com a fábrica de cadernos Sulamericana, a Ebras que reduziu há tempos o seu número de funcionários... Voltaremos ao assunto...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


O futuro abre as portas
Surge uma nova aurora
O sonhado amanhã se faz presente
O amor transcende entre a gente

O velho rejuvenesce
Momento mágico de harmonia
Renascem as esperanças,
entre hinos de alegria, sorrisos
e abraços, lágrimas de emoção
Há algo de belo
e infinito em cada coração!

O passado já diz adeus
Novidades fluem no ar
Do nascente ao poente
o sopro universal de Deus
traz vida nova e faz prosperar

Vamos agradecer!
Vamos sonhar
com dias melhores
e acreditar na paz
e na fraternidade universal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL!


Caros leitores deste blog. Gostaria de justificar minha ausência nos últimos dias. Algumas mudanças estão ocorrendo em minha vida. Fiquei sem tempo para publicar novas postagens, mas estou voltando!

Hoje, mais do que nunca, venho desejar um maravilhoso Natal à todos! Vale a pena refletir! É o aniversário do nosso Senhor Jesus Cristo! FELIZ NATAL!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Aos corinthianos... Sinceramente!

Caros amigos torcedores do Corinthians... Meus sentimentos...

Vocês podem pensar que escrevo esta aqui para tirar uma da cara de vocês... Muita gente está "feliz" com a desgraça alheia, vi pessoas radiantes ontem, um clima horrível se instaurou no ar no momento em que se espocavam fogos de artifício por todos os lados. Eu nem sabia o que estava acontecendo, eu estava imerso em filmes da TV a cabo, o futebol pouco me importa, apesar de amar o meu time, o Santos, e até sofrer um pouco por ele também...

Mas saibam que um time de futebol é apenas um time de futebol. Torcer é um condicionamento, muitas vezes beira ao fanatismo, o que leva hordas de pessoas a cometerem crimes, violências, insanidades que só Deus mesmo poderia julgar. Quantas mortes já vimos por causa desse esporte? Uma paixão? E é de paixão que vive ou evolui um ser humano? Já não aprendemos que são exatamente nossas meras paixões que nos trazem nossos piores desgostos e infortúnios?

Calma lá. Respeito a vossa paixão, corinthianos, com certeza, sinceramente. O futebol, a gente sabe, também é uma arte. A arte faz parte do divino. E se é divino é verdadeiro, o futebol tem um tanto de divino...

Mas se olharmos profundamente para essa realidade, apenas veremos que se trata de mais uma coisa externa. Sim, externa aos nossos espíritos, às nossas mais elevadas aspirações. Algo externo, como todo o resto ligado aos nossos sentidos enganosos. Mera ilusão!

Vocês são capazes de se entusiasmarem e sofrerem aos extremos com vosso time, mas a quantas anda o vosso mundo interno, divino, vossas vontades autênticas consigo próprios? Há entusiasmo para isso, para vossa evolução? Para vossa transcendência?

Vocês estão cuidando só de vosso mundo externo?! Ou cuidam também do interno, daquele mundo que só Deus conhece e vê, aquele mundo que verdadeiramente levarão para o outro lado? Sim, porque desta vida, meus amigos, não se leva nada, nem a família, o time do coração, os bens adquiridos, nem o corpo, mas cuidemos com as dívidas cármicas. Isso é que é o principal... O Corinthians não é eterno, e passará como tudo.

Sejam felizes com o que têm de tesouros internos que Deus lhes deu! Assim seja.

TEXTO DO JORNALISTA PAULISTANO E COLABORADOR DESTE BLOG JAIR MARCOS VIEIRA (jairm@uol.com.br)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

ACESSIBILIDADE

Acessibilidade e inclusão. Ainda há a necessidade de avanços na construção de políticas que garantam acessibilidade para os portadores de deficiência. Algumas Leis já são realidade, mas é de vital importância que essa legislação seja executada de fato. Uma delas é a nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

Acessibilidade abrange a parte física, o acesso das pessoas aos espaços públicos, ao transporte, mas vai para além disso. Acessibilidade deve ser entendido também como o direito da pessoa portadora de deficiência também à escola, ao ensino superior, à tecnologia, ao mercado de trabalho.

No Brasil há cerca de 25 milhões de pessoas com deficiência. É um número preocupante porque não há políticas públicas capazes de alcançar as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

A questão do acesso ao mercado de trabalho é um dos grandes desafios. Neste caso sim, defendo as cotas no serviço público, tendo em vista ser uma medida salutar, ajudaria incluir a pessoa com deficiência não tirando o mérito do conhecimento, pois essas pessoas precisariam, pelo menos, atingir uma nota mínima para obter a cota em concursos, consequentemente a sua inclusão. Esta é uma idéia defendida por vários segmentos.

Também com a Internet, alguém com deficiência visual pode, por meio de sintetizadores de voz, "ler" o jornal do dia assim que ele sai. Uma pessoa com deficiência auditiva pode resolver um problema pelo atendimento via chat ao invés de telefone. Isso para não falar no principal leitor cego da Internet, o Google - sites de busca não entendem imagens, mas "lêem" seus códigos, assim como softwares sintetizadores de leitura. Esta é mais uma maneira de inclusão.

Precisamos de ação! Tirar os projetos do papel e torná-los realidade para oferecer uma vida digna a todos os portadores de deficiência. Você está sendo chamado para ajudar! Então vamos agir!

domingo, 2 de dezembro de 2007

ENQUETE ENCERRADA: ENORME MAIORIA NÃO APROVA REELEIÇÃO

Desde que começamos a escrever esse Blog no mês de novembro, realizamos uma enquete para saber a opinião dos internautas. A pergunta era: Voce é a favor de reeleição?
O resultado foi o seguinte: 69,01% não aprovam a reeleição de mandatários. Apenas 30,09% aprovam.

Participe da enquete do mês de Dezembro sobre as principais prioridades do dia a dia.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

TUDO MENTIRA!

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

De quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como "aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

FAÇA A SUA PARTE - TEXTO DE ARNALDO JABOR.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A HISTÓRIA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS


Pessoal, essa é uma excelente dica! Este livro traça um painel otimista da história das lutas sociais no Brasil. Aborda a história da luta dos trabalhadores no movimento sindical. O autor Antonio Neto, meu estimado amigo, é
presidente da CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil. Vale a pena conferir!

A FAMIGERADA CPMF

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) é um tributo federal, instituído em 1996 por meio de emenda constitucional, que incide sobre a movimentação financeira de pessoas e empresas, mas...
  • deveria vigorar por apenas dois anos. Já se passaram 11 longos anos e não tem nada de "provisória";
  • em 2006, a CPMF arrecadou nada menos do que R$ 32,1 bilhões e neste ano R$ 40,0 bilhões de reais;
  • na comparação entre janeiro de 2006 e 2007, houve um acréscimo de arrecadação de 21%;
  • Estados e municípios não têm participação na arrecadação da CPMF;
  • A CPMF tem efeito cascata (incide várias vezes sobre um mesmo produto),
  • A CPMF só incide em movimentações financeiras feitas através de bancos ou agências financeiras.
Portanto... A questão da prorrogação está no Senado Federal. Se for extinta o governo terá de reduzir gastos, o que seria muito bom para um País que tem umas das maiores, ou melhor, a maior carga tributária do mundo! Sou CONTRA esse "maledito" tributo! A alíquota de 0,38% detona o bolso dos cidadãos e das empresas. Você quer conviver com esse imposto mais 4 anos?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

REUNIÃO EM FAMÍLIA


Esta cena é 10! Meu pai Osmar, minha mãe Genny, eu e minhas três irmãs, Claudia, Cleide e Celina. Não parece "Éramos Seis"? Todos são especiais. Amo vocês!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - TODOS SOMOS IGUAIS

Hoje é feriado em mais de 300 municípios. Comemora-se o "Dia da Consciência Negra".

Mas você é contra ou a favor? Ainda discutimos a questão da abolição da escravatura através de "Quilombo dos Palmares", liberdade, preconceito entre as raças, etnias e religiões... E as cotas de 30% reservada aos negros em universidades? Você é contra ou a favor?

SOU CONTRA!!! Calma, eu explico! Comemoramos um fato importante pelas marcas do passado, tudo bem, mas acredito que essa discussão é desnecessária no presente. Outro fato é a inclusão de cotas em universidades para negros que, pelo meu ponto de vista, já caracterizam uma seríssima distinção... Negros, brancos e todas as raças são iguais perante a nossa Carta Magna. Todos possuem, ou pelo menos deveriam possuir os mesmos direitos descritos em nosso artigo 5º da CF. Racismo é crime no País e quem pratica esse ato tem que ir em cana, pra cadeia!

Então, por que discutimos índices de desigualdade econômica e social na sociedade nos tempos recentes? Essa não é uma questão para os governos resolverem? Total atraso de desenvolvimento. Confesso que não consigo entender! Se há a persistência do racismo, preconceito e falta de respeito, SOU A FAVOR do rigor da lei para esses autores criminosos. Meu Deus, já estamos praticamente em 2008 e ainda falamos em discriminação?

Acorda Brasil, preconceito racial é ignorância e ignorância é falta de cultura. Precisamos de mais acesso à cultura, investir pesado em educação e oferecer qualidade de vida para a população... Somos uma só Nação, portanto, TODOS SOMOS IGUAIS!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Acusado em crime de trânsito vai a júri

Quem dirige a 165 km/h pode não ter a intenção de matar, mas, certamente, está assumindo o risco pela tragédia, podendo a qualificadora de perigo comum desclassificar o crime de trânsito de doloso simples para qualificado e transferir a competência do julgamento para o Tribunal do Júri. Com essa consideração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pela primeira vez em sua história, decidiu, por quatro votos a um, que R.F.G.L., denunciado pela morte do advogado Francisco Augusto Nora Teixeira, em janeiro de 2004, será julgado pelo Tribunal de Júri do Distrito Federal por homicídio qualificado. O primeiro acidente com vítima fatal da ponte JK, localizada em Brasília (DF), onde a velocidade não deve ultrapassar 70 km/h, ocorreu por volta das duas horas da manhã. Segundo o laudo oficial, R. F. G. L. dirigia um Mercedes que colidiu, a 165 km/h, com a traseira do Santana dirigido por Teixeira. O motorista do Mercedes foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) por homicídio doloso com base em dolo eventual (quando o condutor, ao dirigir em uma velocidade muito superior à máxima permitida na via, teria assumido o risco de produzir o resultado "morte"). Denúncia Em primeiro grau, o juiz acolheu parcialmente a denúncia do MP-DFT, acatando a tipificação de dolo eventual, mas afastando a qualificadora do perigo comum, pela qual o acusado teria exposto ao risco um número indeterminado de pessoas que trafegavam pela ponte no momento do acidente. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) ratificou a sentença de pronúncia, aceitando a tese de homicídio doloso, mas classificou-o como simples, e não qualificado. A diferença da inclusão da qualificadora é que a pena para homicídio doloso qualificado é de 12 a 30 anos de prisão, enquanto a do simples é de seis a 20 anos. No recurso para o STJ, o MP pretendia a inclusão da qualificadora de perigo comum que havia sido rejeitada.

JORNAL DO COMMERCIO - DIREITO E JUSTIÇA.